Os jogos desse fim-de-ano (parte 1)

Rapaziada (“rapaziada”?), esse fim de ano está deveras tenso quanto aos lançamentos de games que já vieram e estão por vir. Tenho acompanhado o mercado com um pouco mais de maturidade desde que comecei a ter internet, ou seja, meados de 1998 (antes minha única fonte de informações sobre o mundo dos games provinha de esparsas e totalmente erradas matérias em jornais e revistas e aquelas pavorosas revistas como Super Game Power e Ação games). E desde então, devo afirmar que nunca vi um fim de ano tão interessante em termos de lançamento.

Em 1998, tivemos um fim de ano sensacional, com o lançamento de jogos como Half Life e The Legend of Zelda: Ocarina of Time. Ano passado foi bom também, com Mass Effect, Kane & Lynch, Assassin’s Creed, Uncharted: Drake’s Fortune, etc. Mas, pra mim o melhor mês dos games tinha sido Novembro de 2006: no mesmo mês, tivemos Gears of War, Final Fantasy XII, Valkyrie Profile: Silmeria, GTA: Vice City Stories, entre outros. Aprentemente imbatível, certo? Nem tanto. O fim de ano desse 2008 que estamos vivendo agora não é só uma promessa de superação, é um tenra realidade. E os jogos estão quase todos saindo tão bons ou até melhores do que se esperava.

Eu já tive acesso a um monte desses jogos do feriado de fim de ano, por isso, vou dar uma pequena opnião sobre eles (alguns deles vão ganhar resenhas completas na posteridade). depois, farei um preview de outros jogos que aguardo bastante e/ou tenha sua importância para o mercado.

Fable 2

Quem não teve a oportunidade de apreciar o primeiro jogo, uma curiosa mistura de Zelda com The Sims (só jogando mesmo pra entender), não sabe o que está perdendo. Vale citar que, como jogo de aventura era apenas ok, a real razão do primeiro jogo existir era a interatividade que tinha-se com o mundo criado para o jogo. Podia-se catar mulheres (ou homens, ou os dois) nas cidades, ter relações sociais com indivíduos, arranjar empregos, fazer quests alternativas, ficar b~ebado, jogar nos casinos. Enfim, era um emulador de vida, mas com o detalhe que também era um bom jogo de aventura. Porém, como vocês bem devem saber, uma das coisas que fez com que Fable 1 fosse desvalorizado por alguns gamers e críticos foi o fato de seu criador, Peter Molyneaux, ter prometido mundos e fundos e no final o produto lançado parecia uma versão demo capada de tudo aquilo que havia sido anunciado (Molyneaux chegou a dizer que se você cortasse uma árvore, ela cresceria denovo lentamente como as plantas fazem, e coisas do tipo).

Por falta de orçamento, hardware e talentos envolvidos, obviamente que um videogame como o Xbox jamais poderia rodar algo desse nível. Porém os games evoluiram, o tio Peter também e tudo aquilo que ele havia prometido no Fable 1 foi cumprido, e com louvor, nesse Fable 2. Como um jogo de aventura, ele continua apenas bom (melhor que o primeiro, mas ainda sim longe de um The Legend of Zelda), mas em relação à interessão com o ambiente a seu redor, Fable 2 é realmente revolucionário e atinge um patamar nunca visto (ou sequer sonhado) em relação à experiência de interatividade virtual que os games podem (e devem) proporcionar. (análise em breve)

Dead Space

Como vocês poderam perceber por um post anterior, gostei e muito do novo SIlent Hill. Mas é inegável que o jogo de horror do ano é Dead Space. Dead Space soa como uma espécie de mix de tudo que há de bom nos jogos de horror dos últimos anos: a câmera e esquema de jogabilidade lembra muito Resident Evil 4. O clima doentio e desenho sonoro é Silent Hill com toques de Alien. A narrativa é toda feita sem cutscenes, composta apenas com personagens falando com você, na sua frente ou mesmo quando você pega uma gravação de uma das pessoas que não sobreviveram ao ocorrido – ou seja, Bioshock cuspido e escarrado.

Mas não pense você que porque ele bebe de outras fontes que não tenha seu frescor: Dead Space ainda tem mais algumas cartas no baralho, evitando que a experiência se torne repetitiva ou um deja vu de boas idéias apenas. A começar pelos menus: ao contrário de jogos como Resident Evil ou Metal Gear Solid, onde se pausa a ação para o uso de ítens, em Dead Space não há menus. Ok, eles estão lá, mas não são um menu a parte, eles são composição in game: quando se quer selecionar um ítem, a roupa espacial do protagonista abre um holograma e pode-se escolher o que o jogador necessita. E não é só isso: tudo no jogo é mostrado de maneira física, não há painéis: o medidor de energia é um contador que fica nas costas do personagem, para se ver a munição, tem de espiar o contador que fica em cima da arma (mais ou menos como os rifles de Halo), e por aí vai. Outra coisa bacana do jogo é como matar os inimigos: ao contrário da maioria dos survival-horror, onde um headshot resolve boa parte dos problemas, em Dead Space o negócio é mutilar: o imigo sim, perde a cabeça, mas ele continua andando em sua direção louco pra te estrupiar com os membros que lhe restaram, então, a ordem é corta o máximo de membros possíveis. Que chaaaaaaaaaato, né? Vale citar também que, ainda que não tenha uma grande variedade, o jogo apresenta armas muito bacanas, originais e bem diferenciadas entre si.

Mas nem tudo são flores nessa carnificina espacial: os ataques de melee são tão ruins que vc provavelemnte vai usar umas 3 vezes e desistir, as vezes o jogo pode ficar deveras repetitivo e a variedade de monstros é talvez a menor na história de um survival.

Porém, a impressão final que fica é que, a julgar que foi feito pela mesma equipe (EA Vancouver) que nos brindou com The Sims Pets e Boogie e que ultimamente tem soltado jogos como esse e Army of Two, é fato que temos um novo estúdio pra ficar de olho ansiosos pelo próximo projeto. Dá-lhe EA nessa geração, trazendo um monte de jogo bacana pra nóis!

Fallout 3

Em 1997, PCs aqui no Brasil eram algo restrito a um pequeno nicho de pessoas abonadas e/ou tarados por novas tecnologias. Portsnto, por essas bandas, muitos não ouviram falar dos maiores clássicos dos videogames ocidentais, como Duke Nukem 3D, Sacred, Diablo (esse é o mais conhecido, mas enquanto no resto do mundo vende mais que um Super Mario, aqui no Brasil ainda é um objeto de nicho), Neverwinter Nights e, especialmente, Fallout 1 e 2. Sério, se você nunca jogou algum Fallout (não conta Fallout: Brotherhood of Steel pra PS2 pois esse jogo foi feito depois que a Interplay faliu e, bem, vamos esquecer que esse jogo existe), você não sabe, não tem a menor idéia do que está perdendo. Fallout é um RPG pós-apocalíptico com um mundo aberto no esquema GTA, Fable, etc. que tem como principal característica o tamanho colossal de seu mapa e o tamanho mais colossal ainda de coisas a se fazer num único jogo.

Como eu disse, a developer criadora do jogo, a Interplay, faliu em 2002, deixando a série orfã. Ainda bem que ela foi cair nas competentes mãos do pessoal da Bethesda (os mesmos nerds obcecados com grandiosidade que fizeram a série The Elder ScrollsThe Elder Scrolls 2, por exemplo, tinha um mapa maior que a Inglaterra e mais de 700.000 NPCs com falas e tudo mais!) e acontece que Falllout 3 não é só o melhor RPG do ano (eu pelo menos achei, a senhora Lado C prefere a obra do Peter Molyneaux) como também  provavelmente o melhor RPG ocidental já feito, junto de outros como Star Wars: KotOR, Mass Effect, Neverwinter Nights, os dois primeiros Fallout, etc. (análise em breve)

Pra mim, Fallout 3 era o jogo do ano até agora (nao, não gostei mais dele do que de Metal Gear Solid 4, mas sendo imparcial e menos emocional, é impossível não se render à perfeição do jogo da Bethesda), porém, aconteceu um certo coisinha aqui em casa…

Em breve análise.

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