Novos jogos

Ultimamente, vejo pelos fóruns de internet afora (o foda dos videogames da nova geração ainda estarem na faixa de mil reais pra cima faz com que exclui a maior parte da população brasileira, portanto, como são poucas ou nenhumas as pessoas que conheço com um XBox 360 ou PS3 no “mundo real”, tenho de apelar aos fóruns de internet para discutir a jogatina eletrônica atual) que quase ninguém mais joga videogame: 90% do tempo que o pessoal usa pra games e assuntos relacionados são 1) xingando o console que não tem (“o xbox 360 é um ps2 turbinado”, “o ps3 é um blu-ray player”, “o wii é pra crianças retardadas”, “esperem só eles conseguirem programar no cell!”, etc.) e 2) vendo notas de jogos.

Na minha época, a gente nem tinha internet, notas, era só nas Super Game Powers, Ação Games e Gamers da vida, e mesmo assim, a gente não levava muito a sério (lembra quando a Marjorie Bros. da Super Game Power ficou elogiando rasgadamente “Shaq Fu”, provavelmente o pior jogo de videogame já feito? lembra quando a Ação Games deu nota 9,25 pra “Zelda: Ocarina of Time” porque o jogo “era um RPG em inglês, impossível de se jogar”? então).

Verdadeira face de Marjorie Bros.

Verdadeira face de Marjorie Bros.

Hoje em dia, eu vejo um monte, UM MONTE de gente que deixa de jogar jogos bacanas como Alone in the Dark, Turok, Maercenaries 2, etc., só porque essas IGNs ou Gamespots da vida deram notas que foram abaixo de 8. Essa obssessão pelo esquema MetaCritcs de ser está meio que tirando a graça de jogar videogame, porque muitas pessoas simplesmente não JOGAM mais os jogos, apenas leêm sobre eles – isso, ao menos pra mim, é absurdo. Pode-se argumentar que “a crítica de jogos amaduresceu com o tempo!”, mas, vejamos, a crítica cinematográfica está looooooonge de ser uma unanimidade, ainda que ela seja deveras respeitada (mais do que deveria, se você mer perguntar, mas enfim….) , não conheço ninguém (fora cine-blogueiros, mas esses são uma sub-raça, não conta) que deixa de ir ver um filme por causa das críticas. Isso sem contar que até hoje vemos absurdos na crítica de games, como a revista inglesa EDGE, que deu nota 8 pra Metal Gear Solid 4 por causa de umas GARRAFAS, sim, GARRAFAS meio malfeitas no começo da primeira fase (essas garrfas aparecem por uns 30 segundos no game todo, acredite)

Um dos jogos (SH5) que eu vou falar aqui foi tremendamente injustiçado pela crítica. Porque? Não saberia explicar, talvez nesses tempos de gráficos HD tudo que não seja pura e simplesmente eye-candy leva patada sem dó. Silent Hill: Homecoming é, sim, um dos gráficos mais feios de toda a gameteca PS3/XBOX360, mas também isso não faz com que deixe de ser, no mínimo, o melhor adventure de horror dessa geração (isso pelo menos até a chegada de Dead Space, que promete muito). Mas vamos lá:

Silent Hill: Homecoming

Desde o primeiro capítulo da série fui fã de Silent Hill. Criado pra concorrer com Resident Evil da rival Capcom, SH sempre foi uma série que manteve a qualidade intacta com tramas recheadas de horror, demência, pesadelos, sustos e enfermeiras. Até Silent Hill 4: The Room. Deixa eu explicar um pouco melhor: Silent Hill 1 e 2 são, incotestávelmente, obras-primas do gênero survival horror, feito pelo SIlent Team da Konami. Acontece que os principais membros da Silent Team mudaram-se da Konami pra Sony, onde fizeram o jogo de temática similar Siren. O Siren de PS2 eu acho horroroso no mal sentido, até mete medo e tensão e tals, mas o jogo é tremendamente difícil, a jogabilidade é uma porcaria. Fizeram um remake agora pra PS3, mas como ele não foi vendido em disco aqui no Ocidente, só via download (e eu não vou pagar 40 dólares num jogo que nem posso alugar pra ver como é), ainda não conferi-o.

De qualquer forma, os reminiscentes SIlet Team fizeram Silent Hill 3, que era muito bom, mas o que trazia de gráficos bonitos e história bacana faltava em demência, medo, desolação e enfermeiras caracteísticas. O jogo mais parecia uma mistura de Silent Hill com Resident Evil do que um jogo da série mesmo.

Vendo que a franquia podia estar indo ladeira abaixo a Konami viu potencial num jogo que já estava sendo feito e não tinha quaisquer ligação com a série chamado The Room e, poucos meses antes do jogo ser lançado, enfiaram um Silent Hill 4 antes to The Room e presto!, tínhamos a série renovada.

Só se for na bunda da Konami. Não que SH4 seja um jogo ruim, mas, além de NÃO ser um SH (aliás, não tem elementos nenhum da série), é um puta desrespeito com os fãs fazer uma jogada “malandra” dessas. Creio que seja dessa época que vem essa decadência da Konami. Fora Metal Gear (que não é da Konami, é do Hideo Kojima, convenhamos), basicamente todas suas séries foram pro buraco na geração passada. Castlevania, Contra, Winning Eleven, etc., foram caindo num marasmo criativo que perdura até hoje e não parece ter data pra acabar. Nem vou falar das franquias novas como Dewey’s Adventure e Elebits porque esses jogos nem merecem ser citados.

Bem, nisso a produtora inglesa Double Helix (do divertidíssimo Buffy – The Vampire Slayer pra Xbox e PS2) apresentou à Konami uma proposta de eles fazerem o próximo capítulo da série. A Konami aceitou e voi lá, temos SIlent Hill: Homecoming.

Mas, você se pergunta, essa pergunta fez bem ou mal à série? Eu respondo que fez MUITO bem.

SH5 une o que há de melhor do game developing ocidental e oriental. Do outro lado do mundo, temos a atmosfera, o simbolismo riquíssimo, a mitologia sem igual, do Ocidente, temo sustos de qualidade, programação e level design interessantes, uso correto de shaders, sustos de qualidade, roteiros menos confusos, etc.

Assustador como seus antecessores, pra quem é fã de SIlent Hill , esse Homecoming pode ser pego de olhos vendados. É o mais novo clássico do gênero.

Avaliação:

Silent Hill fiocu muito bom, mas a mior surpresa foi essa aqui:

Saints Row 2

Enquanto GTA IV tomou feições mais sérias em relação ao escracho que eram os anteriores da série, Saints Row parece ter achado aí um nicho: os dos órfãos do estilo porra-louca de ser dos GTA antigos.

O primeiro é uma das cópias mais descaradas da história dos games. Se algum desavisado passasse em frente a uma TV com o jogo rodando facilmente seria enganado se alguém dizesse “é o novo GTA”. Porém, não é só por causa que ele era uma xerocópia que ele deixatria de ter seus charmes particulares: o jogo tinha (pra época, o longínquo 2006) uma física apurada, texturas interessantes, um sistema de side-missions muito legal e livre e uma história nada original e interessante, mas ao menos era recheada de palavrões e escrotices a rodo pra deixar a experiência um tanto quanto singular (o tanto de piadas sobre boquete, machismo, sexo anal, fezes e políticos corruptos não cabia num cxaderno de 400 folhas).

E, como eu disse, GTA amadureceu. Mas, como mostra esse Saints Row 2, o clone da THQ só enmulecou ainda mais. Pelo menos umas 5 vezes mais politicamente incorreto, preconceituoso, boca-suja e hilariante, SR2 é tudo aquilo que voc~e de espírito podre poderia quereer num jogo.

Nem vale a pena ficar citando aqui as inúmera gags dementes do jogo, mas vale mencionar a missão que você está vestido de policial e tem de solucionar crimes que recebe no rádio, e fazendo isso do modo mais brutal possível, de modo a desmoralizar a polícia. Numa das chamadas, você é incubido de acabar com o “Combate do Século”. Quando chega lá, um monte de Piratas brigando contra um bando de NInjas. Whadafuck?

Avaliação:

por Diogenes L. Cesar

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Uma resposta para “Novos jogos

  1. num falei que silent hill 5 seria do caralho?
    a ign já falou mal de vários jogos que eu gosto. Geralmente acertam, mas algumas vezes não.

    e vc falou uma coisa interessante, agora que me liguei que quando era adolescente, eu conversava muito mais de videogames do que hoje.

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