Jungle fever

Dêem uma olha da foto abaixo:

Clique na imagem, veja em sua total exuberância. Olhe, re-olhe, olhe mais uma vez. Aposto que a princípio você deve ter pensado “uma bela floresta, é real ou CG” até que viu o HUD de mapa e a barra de life e pensou “que cacete, isso é um jogo?”.

Pra quem passou os últimos 12 meses numa nave espacial, isso aí é um frame tirado de Crysis, obra-prima da softhouse alemã-búlgara Crytek e que nesses tempos onde fazer um jogo exclusivo de PC é algo que quase que se restringe a RPGs online, continua firme e forte no PC. Ele foi financiado pela Intel e pela NVidia (fabricantes de processadores e placas de vídeio, respectivamente) para permanecer como pc-only de modo a dar uma levantada no mercado de jogos só para PC, que está decadente. Desde que o PSOne chegou ao mercado com seu hardware razoávelmente robusto e sua mídia de grande espaço (ao contrário dos cartuchos até então), começou a cair a barreira que separava os jogos “de pc” e “de games”. FPSs começaram a sair mais constantemente em consoles (em especial na era PS2, quando se popularizou o joystick de dois anallógicos – que fazia as vezes do combo “mouse+teclado”), adventures começavam a pipocar nso videogames pela primeira vez desde a época do 8 Bits (quando o saudoso NES teve alguns adventures pc-like como Maniac Mansion portados pra ele, ou mesmo muitos jogos de aventura do NES tinham elementos de adventures como Dick Tracy, Roger Rabbit, etc.), enfim, comçava a cair a barreira. Se no que se diz de jogos orientais, o fino sempre esteve nos videogames, mas até hoje aqui no Brasil têm-se a imagem de que jogos ocidentais não teriam a mesma “magia” dos jogos do outro lado do mundo (leia-se “Japão”). Mas o que o Otaku haters não consideram é que até pouco tempo o PC era quase que uma exclusividade de quem tinha um bom dinheiro, portanto, é desconhecido (ou menos conhecido do que deveriam) do grande público brasileiro obras-primas como Neverwinter Nights, Fallut 1 e 2, Duke Nukem 3D, etc.

Nageração PS2, também foi a “geração XBox”, a caixa preta da empresa do Tio Bill que viria de vez sepultar a barreira entre o PC e o videogame: se obras-primas como “Star Wars – The Knights of the Old Republic”, “Doom 3” e “Half-Life 2” não saiam no PS2 ou por exclusividade de contrato com a Microsoft ou por falta de hardware, no more problems> o XBox era uma máquina parruda, com HD interno e um poderio de processamento gráfico inigualável, na época.

A geração atual é um reflexo dessa barreira morta entre os PCs e os consoles: cada vez mais, jogos que antes eram franquias exclusivas de PC (só pra citar alguns que vão sair esse mês, temos Fallout 3 e Sacred) saindo também para os poderosos PS3 e Xbox 360 (o Wii por seu hardware defasado e público casual, obviamente fica de fora). Aí que a Crytek faz? Não só lança um exclusivo de custo milionário, Crysis, como também lan~ça uma expansão, também only for pc. O problema é: vai dar grana?

Um dos motivos do mercado de jogos para PCs te decaído monstruosamente é a pirataria, o advento dos torrents (que é muito melhor que os Emule e similares da vida) permitiu que qualquer carinha com uma conexão razoável economizasse 60 dólares fácil. Nos consoles também há pirataria, mas a mesma exige algumas modificações no hardware do mesmo e até a implantação de chips – já nos PCs, basta baixar um crack de 5 mb. Crysis, mesmo com todo o marketing e alardamentos sobre seus gráficos foto-realistas, peidou pra chegar a 1 milhão de cópias vendidas (prum jogo que custou 15 milhões de dólares, é pouco, cheogu a se pagar, mas não deu quase nada de lucro). Além da pirataria, outra coisa que irrita em Crysis e que sempre me irritou em jogar no PC (por isso, sempre joguei jogos com mais de 4 anos nessa plataforma)
é os requisitos de sistema: a foto acima, foi feita com o jogo ligado em tudo no Very High, com AA a 16x. O PC é um Core 2 Quad da Intel, com três, eu disse TRÊS placas NVidia 9800 GT ligadas em SLI, 4 gb de ram e instalado em um HD ligado por SATA2 – ou seja, é um pc de uns 4 mil reais, sem contar o monitor, caixa de som, placa de som fodona, sistema de áudio 5.1, etc. Aì você pode pensar “pô, mas os gráficos ficaram lindões e a performance deve ser boa!”. Aí é que tá: o jogo NÃO está rodando a 30 frames/s sólidos. Quando tem explosões, muito inimigos em tela ou quando chega na MALDITA fase do gelo (quem jogou sabe do que falo), o jogo dá slowndowns que deixam-no quase injogável. Vale a pena gastar o dinheiro que vc poderia comprar os três concoles da nova geração mais um DS ou PSP e ainda não rodar um dos ÚNICOS exclusivos decentes que essa plataforma tem? Fica aí a dúvida, e deixo no ar a seguinte pergunta: porque será que sofhouses como a Blizzard, a Valve e umas poucas, poucas outras conseguem lucrar nos pcs? Será que tem a ver com seus jogos apostarem mais em funcionalidades exclusivas do PC, em mecânicas bacanas E fazendo jogos que não exigem muito do hardware?

por Diogenes L. Cesar

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5 Respostas para “Jungle fever

  1. Caralho, vc passa o dia escrevendo pro blog? Vc atualiza todo dia, mais de uma vez por dia!
    Mas isso é bom, seus posts são bacanas, continue assim.
    Agora, me fale mais sobre essa tal internete.

  2. Diogenes Cesar

    Eu escrevo rápido, pode ver pelos erros de portugu~es e de formatação de texto, por isso consigo fazer uns três posts por dia.

  3. continue escrevendo todo dia – seus textos estao legais.

    sobre pc, o último jogo que joguei nele foi Max payne, há uns seis ou sete anos. A maioria dos jogadores de pc que conheço sao algo entre jogadores casuais e hardcore: gostam de gastar seu tempo livre divertindo-se na mesma ferramenta onde trabalha, mas nao tem vontade de investir num console propriamente dito.

  4. Diogenes Cesar

    Eu jogava PC há 10 anos atrás, agora não jogo mais tanto. Mas quando eu jogo, é de uma forma meio obssessiva, sei lá porque. Terminei esse Crysis no pc da minha mina (que é fodão) em menos de 2 dias, jogandi direto – puta jogo foda, aliás. Na época dos adventures da Lucas Arts e de Diablo 2 e Fallout 1 e 2 eu chegava a passar 5 horas direto na frente do PC. Estou só vendo essa porra de Fallout 3 chegar e eu perder todo o resto de vida social que eu tenho.

    ps: detalhe, eu sempre preferi VG do que PC, apesar de tudo

  5. eu só gostei mesmo de jogos de computador quando em casa a competiçao era em stunts e lucas arts com o phantom system.

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