Breaking Bad

Breaking Bad

Graças os André ZP (puta nome de formando de cinema cool, não? mas ia causar mais impacto se fosse Andy Zeca P.) fiquei sabendo desse novo seriado cheio de palavrões, putaria, violência e meta-anfetaminas.

Num resumo simplista, pode-se dizer que Breaking Bad, como o próprio nome sugere, é uma versão Taxi Driver de Beleza Americana. A série relata a crise de meia-idade de Walter H. White, cujo o ponto máximo da vida foi ter ganho um Prêmio Nobel. Para muitos (ou melhor, quase todos) um prêmio desse porte pode parecer algo memorável, mas mesmo assim não impediu que a vida de White fosse de uma medíocridade imprescindível. Não gosta de seu emprego de professor de química, de seu segundo de emprego como faz-tudo num lava rápido (onde, ocasionalmente, lava os carrões esportivos de seus alunos), sua mulher não é o ser mais brilhante da terra e não lhe dá o apoio nescessário, se seu filho não chega a ser problemático em se tratando do relacionamento dos dois, ainda sim ele chega a ser um fardo para Walter e seu(s) péssimo(s) salário(s), afinal, o garoto é deficiente físico, e por aí vai. Não bastasse, Walter tem uma tosse chata, que um dia ele descobre ser um cãncer de pulmão inoperável, que lhe garante apenas alguns meses de vida, com sorte.

O que ele faz? Ele pega uma arma e mata todo mundo? Infelizmente não, mas a decisão de fim de vida dele não deixa de ter seu charme: ele vai usar seus conhecimentos de química para produzir a melhor meta-anfetamina que Albuquerque, Novo México já viu.

A série ganha pontos tanto pelo seu excepcional protagonista – lindamente interpretado por Bryan Cranston, da série Malcon – quanto pela forma com que a narrativa é levada, sempre alternando momentos de depressão, melodrama e temas pesados com um leve verniz de humor negro sutil, divididos em apenas 7 capítulos, todos excelentes, enxutos sem serem corridos e de uma energia toda particular.

Não sei se vai ter uma segunda temporada (se Deus existir e Jesus de fato jogar Mega Man, isso vai acontecer), mas, independente disso, é um pecado que você faz a si mesmo em não assistir a séries como Breaking Bad, MadMen, In Treatment e outras menos “lostianas” e de conteúdo mais adulto.

Cotação:

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Uma resposta para “Breaking Bad

  1. Que bom que gostou, Diógenes “Lucifer” César.

    Quanto à segunda temporada, vai rolar sim, ainda mais agora que o ator ganhou o emmy. E só teve 7 episódios por causa da maldita greve dos roteiristas.

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